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Re-Vista

"Originalidade não é problema. Os caras da Vartroy deixam bem claro que querem mesmo é fazer música a la Iron Maiden"

Banda Larga: Vartroy
Site: http://www.vartroy.com/

Integrantes:
William Falaschi – vocal
Marcos Garcia – guitarra
Estevan Poli – baixo
Gabriel Soares – bateria
Matheus Calache – guitarra

Sobre a banda:
Vartroy é daquelas bandas que se propõem a fazer o feijão com arroz do heavy metal. Com muito Iron Maiden e pitadinhas de Angra e Judas Priest em suas composições, fazem um som cru, conservador, bastante próximo àquilo que um dia se chamou New Wave Of British Heavy Metal – som característico do final da década de 1970 e que até hoje não perdeu a graça. Formou-se em setembro de 2004 em Ribeirão Preto, lançou sua primeira demo em 2005 e agora colhe frutos, ganhando experiência. A banda também está gravando o sucessor de “Came To Stay”.

Resenha: Vartroy – Came To Stay
[Tai Nalon]
Embora Vartroy tenha evidentemente pouco tempo de existência, logo de início pode-se afirmar que, para a banda, isso não é motivo para amadorismo. Profissionais, mas sem soarem pretensiosos, o quinteto paulista chama atenção pelo cuidado com a produção do CD. A arte é simples, porém bem feita, e o conteúdo é maduro e inovador. A aposta na faixa multimídia, com imagens que mostram a banda tocando músicas próprias e covers, já faz um diferencial bastante interessante.

“Came To Stay” é a vontade da banda e, de fato, mostra uma banda bastante à vontade. Muito disso se dá pelo simples motivo de não haver, no caso específico da Vartroy, uma busca incessante por originalidade: seus integrantes deixam bem claro desde o princípio que o som que querem fazer é pura influência de Iron Maiden no início da carreira. “Live Or Die”, de melodia grudenta, é a faixa de destaque dentro dessa perspectiva: vocais a la Bruce Dickinson (e agudíssimos noventistas a la Edu Falaschi, desnecessários por si só), linhas melodiosas típicas do Iron do “Number Of The Beast” e curta duração.

“Cruel Decision” e “Never Look Back Again” também merecem especial atenção. Embora apresentem alguns pecados que poderiam facilmente ser sanados com uma produção um pouco mais experiente, o que há de mais legal nessas duas faixas é a oscilação entre passagens experimentais e as repetições mais tradicionais do metal clássico. A segunda canção, a exemplo disso, fica como minha favorita, talvez por assumir esse caráter mais claro de experimentção em um flerte um pouco mais sério com o prog.

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